Tenho ciúmes de ti. Ciúme que arde , como uma ferida aberta e sem remédio. Ciúme que me impulsiona a lutar para que sejas meu. Apenas meu. Como uma leoa consumida pelo fogo da paixão, desejando o eclipse dos nossos corpos, perco-me em conjecturas. Submissa à incerteza do amanhã, o ciúme torna-se o protagonista. Tenho ciúme dos beijos que não são meus, do abraço que não me consola, e do cheiro que não posso sentir. Esconjuro os ventos que tocam teu rosto, por invejá-los por tal espetáculo. É como se tu fostes o sol aplaudido pelas nuvens; E eu a lua, que sem tua luz não poderia competir com as estrelas. ...
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