Pular para o conteúdo principal

O Homem e o Sonho



Um homem nascido em tempos sofridos,
Onde a fome predominou.
Nunca foi o mais querido.
Entre os filhos o que mais aprontou.
Encontrou uma moça muito dengosa,
A mais charmosa daquele lugar,
Sonhos sonhou e coisas pensou,
Para com ela poder casar.

Desta paixão nasceram bons frutos,
Pena que o homem não soube cuidar.
Passou o tempo e a cada momento,
O mundo estava a ensinar;
Que a vida não é brincadeira,
E para viver o homem tinha que trabalhar.

Na cachaça encontrou uma saída,
Pra esquecer a vida sofrida.
Anos passaram e ele envelheceu,
Ficou dependente,
Um velho carente,
Que o amor não conheceu.

O homem sofreu muito.
Até que um dia Jesus das trevas o tirou,
Estendeu sua mão e o abraçou.
O velho em gratidão,
Pediu perdão a quem tanto ofendeu.
Apenas restou a vontade
De ter o amor que ele perdeu.

                          (Yara Morais)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ciúmes

  Tenho ciúmes de ti. Ciúme que arde , como uma ferida aberta  e sem remédio. Ciúme que me impulsiona a lutar  para que sejas meu. Apenas meu. Como uma leoa consumida pelo fogo da paixão, desejando o eclipse dos nossos corpos, perco-me em conjecturas. Submissa à incerteza do amanhã, o ciúme torna-se o protagonista. Tenho ciúme dos beijos que não são meus, do abraço que não me consola, e do cheiro que não posso sentir. Esconjuro os ventos que tocam teu rosto,  por invejá-los por tal espetáculo. É como se tu fostes o sol aplaudido pelas nuvens; E eu a lua, que sem tua luz não poderia competir com as estrelas.                                                                                            ...

Vazio

No vazio que há em mim cabem tantas coisas... Cabe um pouco de ti E meia dúzia de palavras não ditas. Cabe o amor, E os sonhos adiados. Cabem as brigas e reconciliações. Cabem até mesmo as estrelas,  que alcanço quando tu me faz tirar os pés do chão. Neste vazio cabe uma linda mobília; feita de músicas, risos e lindas demonstrações de estima. Ahh, vazio! O grito e o eco....                                                                                                 (Yara Morais)

Aventura

Numa noite de inverno, te encontrei. Meu vazio preenchido por alguns sorrisos, Que me tiraste dos lábios. Sua voz serena a falar coisas envolventes. Seus braços firmes em meu corpo, Impediram que eu fugisse. Sucumbi com um beijo repentino. Indefesa, vi um aventureiro em busca de uma vida sem correntes. Com você, esqueci-me de tudo o que havia feito E do que deveria fazer. Subvertí. Esperava que não fosse a última vez, Que pude beijar a tua boca e admirar teu sorriso. Seguí...                                              (Yara Morais)